sábado, 1 de outubro de 2011

Receio.

Descobri que tenho muito receio das coisas. Poderia ter falado "medo", mas parece que medo é uma palavra muito forte, um tanto quanto exagerada, na verdade. Não tenho medo de perder, tenho receio de que as pessoas me abandonem. Viu como melhora a frase?


Ou talvez eu seja apenas uma garota egoísta. É. Estamos decididos. Sou apenas uma garota egoísta. 


 Talvez seja hora de fazer algumas escolhas. Até quando será possível me manter no meio desse leque de opções? Ou quando eu vou aprender a dizer "até mais!" sem sentir que isso é o fim do mundo? Porque, não é.


 É tão ruim saber que eu aprendo. Me traz uma sensação de abandono. Claro que não é assim que as coisas funcionam, porque eu sei que não seria assim, mas é o que parece. É nessas horas que eu vejo que todas as minhas horas de amadurecimento foram por água a baixo. Que, por mais que eu tenha amadurecido, eu continuo uma criança com receio de ir embora e não conseguir voltar pra casa. Que, apesar de tudo, eu ainda tenho receio do desconhecido, por mais que ele me excite e me encha de uma curiosidade absurdamente forte, ele ainda me assusta, me apavora, me trava.
Me amedronta.


Acho que é hora de praticar o desapego. Alias, ir praticando.Para que na hora que precisar, não venha o choque. O desespero. A queda. Para que nosso chão não desmorone e para que nós possamos nos manter firmes as nossas decisões.


Talvez seja a hora de sermos realistas e dizermos "até mais!" sem saber que é o fim do mundo. Porque, realmente, não é.






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