Semi-inacreditável. Por mais que eu tenha me imaginado com 20, digamos que, nas minhas viagens, não estava assim. Eu me imaginava namorando, fazendo faculdade e trabalhando, mas não imaginava que meu namorado ia estar com a perna quebrada, eu estudaria num conservatório a uma hora da minha casa e nem que eu estaria trabalhando em dois empregos. Pois é, as coisas mudam. Preciso me adaptar a elas.
Meu, é surreal o caminho que as coisas tomaram conforme o tempo. Me lembrei disso hoje. Incrível como uma coisa foi puxando a outra de uma forma que eu, particularmente, não imaginava mesmo! Dois anos atrás eu estava mal por um "relacionamento" que não estava dando certo. Fiquei puta e resolvi fazer algo a mais e entrei no conservatório. Resultado: Me sinto como se achasse o que eu realmente estava procurando, profissionalmente falando. Então, num momento "ah, eu estou gostosa", eu criei um perfil num site de relacionamentos, que não é o facebook e sim o badoo. Resultado: Conheci o Diego. E então, me sentindo segura com a coisas e precisando de dinheiro, resolvi procurar emprego. Resultado: Minha vida virou um inferno. Um inferno que foi muito bem vindo, admito.
Claro que tudo é experiencia e em tudo se pode tirar uma lição, por essas e outras que não posso xingar o inferno que pagou meu conservatório nos ultimos 4 meses. Mas que, pra mim, era um inferno, isso era mesmo.
Continuando...
Depois do inferno emprego, veio o acidente do Diego. Resultado: Tive que amadurecer e segurar a barra dos dois. Fingir que eu estava bem pra não afundar o emocional dele de vez. Algo do tipo "você me disse que estava com dor. Guardei a minha no bolso e fui te socorrer." Depois, troquei o certo por 2 duvidosos. Resultado: Nenhum ainda, por eu fiz isso semana passada. E fora as mudanças que ocorreram dentro de mim, né. Coisas que parece que só eu noto, só eu sinto. Mas, pra mim, é o suficiente. E fora as ligações!!! Elas merecem um paragrafo só pra elas.
Sabe quando você sente algo diferente com relação a alguem? Uma ligação, talvez. Eu não sei. Pra mim, é desconhecido, quase assustador. Me sinto inocente com relação a isso. Confiável demais, amável demais, amiga de mais. Talvez realmente seja e eu, particularmente, acredito nisso veementemente porque eu quero que seja assim. Mas, duas vezes assim!? Uma seguida da outra?! Agora que eu me sinto uma criança novamente!
Bom, eu não entendo. Foda-se. Não preciso entender. Sinto que quando for a minha hora de dizer que estou com dor, elas vão colocar as dores delas no bolso pra me socorrer. Ou talvez eu esteja sendo, de novo, confiável de mais, amável demais e amiga demais. Tudo bem, eu aceito o desafio.
Te amo, Di. To te esperando...
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