Já me peguei pensando sobre até que ponto era uma necessidade descontrolada de um contato físico sem segundas intenções ou se eu realmente estava desabando ou se isso tudo era cansaço físico. Obviamente, deve ser tudo junto. Tudo junto e adicionando uma bela dose de rotina misturada com descrença e falta de confiança na frase "tudo vai passar". Isso porque eu sempre me apeguei a ela, porque na vida, realmente, tudo passa. Será que todos também passam?
Tem um pequeno pedaço de mim tentando me convencer de que você aprende com tudo. E, admito, tenho vontade de arrancar esse pedaço fora. Sim, quase o tempo todo. Tem uma frase do Homer Simpson que é assim: "Cala a boca pensamento! Ou eu te enfio uma faca!" Minha situação é praticamente a mesma, mas se eu arrancar esse pedacinho que tenta me acalmar e me dar chão, o que vai sobrar?
Eu não sei "dar tempo ao tempo" porque ninguém nunca sabe quanto tempo nós temos. Como vou confiar em algo que, a qualquer momento, pode tirar tudo que eu amo? Tudo que eu confio, tudo que eu preciso? Eu só acho que o tempo não sabe o que faz... Ele simplesmente passa... Simplesmente tira do foco aquilo que você não pensa mais, aquilo que talvez não doa mais... Eu não confio em algo que não faz nada, que não ajuda em nada... Que leva o crédito simplesmente porque o ser humano tem uma memória muito curta, muito fraca...
E nos acostumamos a isso. "Tempo ao tempo". O ser humano se acomoda a uma coisa que nem existe, que nem sabe o que faz, que nem é uma coisa, nem tem artigo essa birosca...
Eu não sei dar "tempo ao tempo"... Eu consigo mais ser convicta a frase "tudo vai passar" mesmo sabendo que tudo realmente passa, que tudo realmente te ensina uma lição, que tudo realmente tem um lado bom... Eu realmente não consigo mais...
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