Eu não sei se é uma série conhecida ou se é uma daquelas séries com nomes bregas e que acabam sendo atropeladas por séries com nomes mais vendíveis ou com pessoas mais chamativas na capa (apesar que eu não sei quem seria mais chamativo do que a Anne Hathaway), eu só me sinto completamente atropelada por um caminhão absurdamente pequeno de dois episódios.
Me sinto a pessoa mais mesquinha e mais tonta do mundo. Sim, dois episódios me deixaram no chão, chorando como se o mundo tivesse acabando - e está - bem no meio do meu horário de almoço.
Não sei dizer exatamente o motivo, só que surgiu uma verdade enorme do quanto eu estou perdendo tempo com coisas e pessoas que não deveriam estar tão longe, que não deveriam ser só uma esperança de um dia sei lá talvez quem sabe. É bem bagunçado como a gente associa isso ao excesso de inocência. O cúmulo alguém defender a ideia de que estar com alguém que você quer seja inocente e ingênuo.
Vivemos amores de mentiras todos os dias e todo mundo finge que é aceitável porque a vida não é um conto de fadas. E nunca foi. E nunca vai ser. Não significa que precisa ser lotado de mentiras, sem vontade, podando sensações para caber num mundo que a gente nem criou.
E eu não sei se algum dia vai existir alguém que defenda a liberdade de escolher ficar do jeito que eu defendo e, sinceramente, eu não sinto que faça alguma diferença isso hoje. Porque é inacreditável o quanto tudo é absurdamente tenso e complicado e o quanto é cômodo defender a ideia de que amor não vem com algumas coisas em comum, como diálogo e comunicação.
Ou talvez seja eu também que acredite demais em algo que nunca me deu nenhum retorno. Até porque que tipo de coisa eu ganhei acreditando nisso, além de crônicas, páginas e ideias?
Bom.
Vida.
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