Enquanto eu reassisto Sex And The City, eu me pego passando as mesmas raivas de 15 anos atrás. E, sim, esse texto contém spoilers, e não só dessa série.
A toxidade da relação da Carrie com o Big me dá coceira. O fato dela querer o mínimo e ele ficar sempre no banho maria do "o que você quiser", sempre deixando entrelinhas o quanto ele não se importa em demonstrar que as coisas dela são tão importantes quanto as dele. E o que me quebra é a forma que eles sempre voltam.
Sempre aquele excesso. Aquele tesão em excesso, aquela saudade em excesso, aquele amor em excesso.
"Amor".
Isso me lembra uma fala da Piper para a Alex, em Orange Is The New Black: "Por que você é sempre tão inevitável para mim?". A primeira vez que eu vi essa cena, ela não bateu da forma que bate agora, porque hoje eu só consigo ver o quanto isso é ruim, preso, torto. Errado. Onde que insistir em alguém que só faz mal para duas pessoas é algo romântico? E será que existe mesmo alguém "inevitável"?
Depois de uma pesquisa rápida, teve o consenso de que existem situações mal resolvidas. Que pessoas inevitáveis são aquelas que poderiam ter tido algo só que, por alguma razão, as coisas desandaram e tudo virou uma fanfic que só existe dentro da cabeça de alguém. Eu discordo? De maneira alguma. Eu sou a pessoa inevitável de alguém? Queria não querer ser.
Fiquei martelando o tanto de arte que existe por aí, inclusive por aqui. O quanto eu quis apagar e desaparecer com tudo isso que eu sinto, como tudo isso que eu criei. Me vi catando o que sobrou para tentar ser alguém para mim mesma, já que eu cometi o erro de achar que eu seria alguém inteira para você.
"Por que você é sempre tão inevitável para mim?"
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