domingo, 12 de fevereiro de 2023

Sobre Carrie e Big

      Chocando um total de zero pessoas, estou aqui terminando a última temporada de Sex And The City. E, chocando muitas pessoas, preciso admitir que é a primeira vez que eu consigo terminar de rever a série. O motivo? Eu sempre parava na temporada que a Carrie e o Big têm um caso quando ele está casado com a Natasha enquanto ela está namorando o Aidan, mas dessa vez eu me mantive firme e forte. 

    Quando eu assisti pela primeira vez, eu lembro o quanto eu fiquei indignada. Fiquei super puta com a Carrie por estar traindo um cara legal e, não que eu ache certo o que ela fez, até porque não acho mesmo, só que eu fiquei refletindo se eu teria um caso com o meu Big. 

   Eu estando solteira? Prefiro me enganar e mentir para mim a todo custo, jurando de pé junto que é óbvio que não.

  E agora, na última temporada, começo a avacalhar as coisas. Porque eles são amigos, né, e vão terminar a série juntos, né, e não sei se eu quero ver essa esperança em um roteiro de mentira. 

     Porque essa esperança em roteiros de mentira me dá esperanças de mentira no meu roteiro de verdade, e eu não mereço esperanças de mentira. Convenhamos, eu estou cansada de esperanças de mentira. Eu não quero que o amor da minha vida me busque em Paris porque ele, o amor, não soube me manter por perto. Eu não quero todas as cartas de amor no meu e-mail enquanto tudo que você precisava ter feito era subir a escada da biblioteca. Eu não quero grandes demonstrações, quando todo mundo sabe que o que salva relações é o cuidado diário e mínimo. 

      Dá para ser intenso sem ser apavorado. Não tem necessidade de você correr atrás do tempo perdido se você não perder tempo. Eu sei, não é simples assim, mas relação nenhuma é, só que será que a gente sabe disso?

E sobre meu Big, eu preciso mesmo que não me mande cartas de amor.


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