Me pega pela mão.
Me sente, me abraça, me ouve, me vê.
Me faz de filme de Cannes e me assiste com calma
Me observa sem pressa, sem rótulos, sem regras.
Me convence de mim, de você e de nós.
Me mostra que é possível ser.
E ter. E poder. E querer.
E ficar, se quiser. Permitir, se puder.
Essa coisa sem receita, sem medo, sem beira.
Sem rima, sem pano, sem culpa.
Pra hj só cheiro, pijama e saudade sua.
Que vira nossa quando você não está.
Mas que vira paz pelo começo mutuo
Escondido no caos, nos nós, em nós.
Na gaveta que fala, na parede que vê
Os sinais não tão claros, o riso bobo, alto
Que ouve, que sente, que assiste
O nosso filme de Cannes.
*
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