Antiga, com um vocalista que eu achava que era mulher. Vamos
adiante. Quando é a hora de fugir?
Não acreditamos nas placas nem nas lições que a vida joga na
cara sobre quando é a hora de parar e a hora de continuar. Acho que os amantes
da fé, que não é meu caso, oram por um sinal divino. Aquele momento clichê que
tanto aparece em filmes de comédia romântica ou aquela música que toca do nada.
Aquela música que alguém sempre estraga, a gente querendo ou não.
Acho lindo lutar, mas nunca achei que fosse a minha cara - “covarde”
aceito de bom grado porque, acredite, é só um rótulo-, nunca achei que todas as
pessoas nasceram para tudo, de uma forma geral. Não sei se isso é apontar o
dedo e se sentir no direito de colocar “cada um no seu lugar”, mas essa não é a
minha idéia. Mas não acredito, mesmo, que todos nós nascemos para fazer
qualquer coisa que quisermos. Acredito na individualidade do ser, humano ou
não.
Então como saber se está no lugar certo? Que essa situação é
passageira e que tudo vai ficar bem? Tudo tem seu fim? A vida é isso mesmo? “Quem
não arrisca, não petisca”?
Resumir anos de existência humana em um dito popular é meio
broxante. É meio “fraco”, simples, aquele sentimento de “só isso?” me domina
exatamente agora.
Eu ando buscando “sinais”. Talvez esse seja meu erro, sabe.
Não ter fé naquilo que eu quero e acredito porque, talvez, eu queira muitas
coisas e me caracterize muito bem com todas elas. E esse é o maior dos
problemas. Querer tudo para sempre.
Ver a vida como algo curto e rápido é a justificativa para
as decisões de merda que tomamos. Faremos isso porque a vida é curta,
coleguinhas, e amanhã a gente resolve a treta. E vida que segue. Então fazemos
e arrumamos uma justificativa por termos feito, que é geralmente ligada à
associação com a vida “ser” curta, e seguimos em frente.
“O carrossel nunca pára de girar.” GREY, Meredith.
Deveria ser assim com o erro também, mas não é. Deveria ser
assim com o perdão também, mas não é. “Erramos, perdoamos, e vida que segue”.
Não somos assim. O nosso medo de escolher algo errado é tão grande que, nessa
hora, a lógica da vida curta não faz o menor sentido porque, realmente, não faz
sentido mesmo. Nunca sabemos a hora de parar e a hora de seguir em frente
porque, acredito eu, não conseguimos ver as coisas como elas realmente são, só
vemos as coisas com os nossos olhos. Empatia não é e nunca foi ensinada entre
as matérias de exatas e humanas. Crescemos com o poder do egoísmo dentro de nós
e nem notamos.
Poderíamos aprender mais sobre o poder de ouvir.
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