Então, assim, começam as coisas
Uma a uma, sem foco, sem muitas escolhas
Tentamos cada dia mais não errar
Entre olhos vermelhos e fumaça no ar
Nenhuma forma de ver com clareza
Hoje, ontem, que se dane a leveza
O sol brilha por obrigação
Me sinto fraca mas finjo que não
Então o corpo grita por ajuda
Diante do caos e do Deus nos acuda
Onde eu finjo que eu não sinto medo
Querendo um motivo na ponta do dedo
Uma grande razão. Pra fingir que não.
Encontro a escolha que fiz em ficar
Vendo você, nem dá pra negar
Ontem eu lembrei do começo esquisito
Cê sabe, até quando eu quero, eu não minto
Então fugir não é mais opcional
Mesmo que o tempo dure bem mais que o normal
O meu medo é cê se sentir um tanto incapaz
Rir do desafio e desistir da paz
Razão, meu amor, nenhum de nós temos
Assim como o mundo, melhores seremos.
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