Para mim, você merece todos eles.
Não só os mundos, mas também aquelas sensações maravilhosas e pequenas que estão sempre roubando de nós toda vez que nos permitimos ser quem queremos ser. Porque, né, é isso que somos de verdade. São essas falhas, essas tentativas, esses momentos de ódio e todo esse excesso de amor. Não é culpa nossa porém não me importo se for. Não sei ser de outro jeito e parece que você também não.
Flagrei dentro de mim uma sensação que não tenho vivido tanto nos últimos meses. Sinceramente, lembro muito bem da última vez que vivi e lembro também do quanto eu me fechei por escolher nunca mais sentir aquilo de novo. É legal enquanto dura, mas o buraco que sobra quando a reciprocidade acaba é devastador.
Porém, fugimos até certo ponto. Arriscamos até certo ponto. Tentamos até certo ponto. Depois de um tempo, as coisas caminham sozinhas e tudo que temos que fazer é não nos esconder. Você não faz ideia do quão incrível eu acho essa opção.
Talvez isso que eu sinta aqui dentro seja uma liberdade de poder ser e não fugir daquilo que me equilibra e que faz eu me sentir viva. Liberdade de poder deixar meu lado fofo falar mais alto sem toda aquela necessidade de manter a armadura enquanto escondo as cartas não endereçadas dentro das gavetas.
A chuva não parou, mas me deu uma chance. Duas, na verdade. Porque, no final, me sentindo grata, eu voltei para casa.
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