sábado, 28 de maio de 2022

Sobre cansar - porque todos temos dias e dias

    Busco um silêncio na minha cabeça que não existe, e tenho minhas dúvidas se já existiu em algum momento, sinceramente falando. Alguns lugares têm doído mais, algumas sensações tenho sentido menos, algumas ausências não pesam mais tanto, e eu fico me perguntando o porquê. 

    Hoje eu fiz uma lista e a segui. Não à risca, porém a segui. De uma forma meio torta, meio do jeito que deu, meio arrastada. Sabe quando você chega num momento em que não se permite desmontar e também não faz as coisas de uma forma completa? Então. E eu me perdoo por isso? Não. Eu respeito esse momento? Muito menos.

    Eu acordo às 4h da manhã cantando Forget Me Too, do Machine Gun Kelly. 

    Acho lindo demais quando eu ouço alguém falando que se deu uma pausa. Maratonou a série que gosta, reacendeu aquele hobby ou fez aquele doce com sensação de lar, que trás paz disfarçada de açúcar. Apesar que eu posso trocar a série pela final da Champions League. E trocar o verbo "reacender" por "manter". E dar aquela checada no forno antes que minha paz disfarçada de açúcar se torne um pneu. Não quer dizer que eu não me culpe, no final das contas.

    Ontem, quando eu fiz a lista de hoje, o acordo era fazer o mínimo e aceitar que as coisas foram uma bagunça. Que tudo bem eu não correr o de sempre, tudo bem eu não arrumar do jeito que eu arrumaria em um momento bom, que tudo bem eu cantar alto uma música ruim que me trás abraço e descanso mental. Me lembrar do mínimo - que eu sou uma pessoa - e partir daí. 

    Não sei dizer se deu certo, mas a semana está no fim e eu continuo aqui.

    Ok, parece que deu.


*

    

Nenhum comentário:

Postar um comentário