sexta-feira, 31 de maio de 2024

Sobre as fases do luto

     Várias vezes eu ensaiei escrever sobre isso e todas as vezes eu fugi. Bom, chocando um total de zero pessoas.

    Como uma bela curiosa que sou, fui entender um pouco mais sobre o que significa cada estágio, e, assim, particularmente, entendo que as fases não foram só conclusões aleatórias de quem perdeu alguém e fez umas anotações avulsas baseadas em sonhos sem contexto, porém hoje me parece que são muito mais fases, com muito mais níveis e muito mais dor do que é vendido nos classificados do jornal.

    E entendo, sabe, justamente por ser um processo individual, que depende de variáveis que só a gente sabe e histórias que só a gente passou. Entendo também que existe o senso comum de como a falta é sempre o gatilho para essa dor tão sem nome e sem muita base de duração. Aliás, sempre me lembro que a média de duração do "choque" que o luto trás dura três meses. No começo, me parecia muito. Hoje parece que ficarei gripada e que meus dedos não estão funcionando direito por causa do frio.

    Enfim, três meses me parece uma piada. 

    Casa fase tem uma lista de situações que a gente se coloca e nem percebe. Uma lista de vergonhas e ideias duvidosas com certeza vai se encaixar em algum lugar que, particularmente, não quero muito saber. A ignorância é uma bênção, meus amores, e se uma mulher adulta quer se manter na ignorância, por favor, deixem essa mulher adulta continuar postando stories do pet enquanto o segundo isqueiro já está pela metade.

    Fora que, cá entre nós, o melhor final de temporada de Grey's Anatomy é, sem a menor sombra de dúvidas, da quinta temporada. Aquele aperto no peito que dura mais que dois episódios, aquele suspense crescente, aquele casamento que me fez chorar de soluçar ontem. Nossa, nem parece que já havia visto aquilo, pelo menos, outras cinco vezes. 

    Porque, né, a ignorância, meus consagrados, é uma bênção.



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