Tive cinco minutos de vontade de ser vista. Lembrei de um app de relacionamento que alguns amigos falaram algumas vezes e caí no "por que não?". Até porque, né, por quê não? A pior coisa que pode acontecer é eu me cansar e apagar e fingir que aquilo nunca aconteceu.
Baixei, instalei, abri. "O que você procura", "Fale um pouco de você", "Escolha suas melhores fotos". Aqui ficou complicado.
Cacei na galeria as fotos que eu gostava e foram meses rolados tela abaixo, ou acima, até uma foto minha que apareça o rosto e que eu não tenha odiado. Nesses meses só fotos de pet, de situações corriqueiras, print de comprovante de endereço. A dona mesmo do dispositivo? Só uma ideia, um conceito.
Tive ali uns minutos de noção do quanto eu tenho abraçado muito a minha própria insignificância. E não deveria. Eu entendo que todo mundo precisa ter noção da própria insignificância, mas eu ser insignificante para mim mesma chega a beirar o absurdo, até porque a única pessoa presente o tempo todo sou eu.
Não sei muito bem o que fazer com isso agora, só que talvez seja hora de lembrar de mim dentro da minha própria vida.
Aliás, peguei três fotos minhas e um meme de um gatinho gritando "aaaaaaa".
*
Nenhum comentário:
Postar um comentário